16.1.12

Fraude no táxi por controle remoto

Fiscalizações da Prefeitura e do Ipem detectaram nova modalidade de crime, onde taxímetro é alterado

Por Plínio Delphino - pliniodl@diariosp.com.br

Passageiros de táxi têm de redobrar a atenção em São Paulo. A Prefeitura e o Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) detectaram nova fraude nos taxímetros, muito mais difícil de ser percebida. É a cobrança indevidamente mais alta devido a um dispositivo eletrônico que induz o taxímetro a fazer leitura de maior número de quilometragem percorrida pelo veículo.

Foram dois casos relatados pelo Ipem. O último deles, ocorrido em dezembro do ano passado, na Zona Leste, sugere que o fraudador acionava o dispositivo com controle remoto, como os de portões eletrônicos.

Há três meses, o Ipem também recebeu solicitação para fazer laudo sobre dispositivo encontrado no câmbio de um táxi. Tratava-se de uma acionador de taxímetro por radiofrequência.

O diretor do Departamento de Metrologia Legal e Fiscalização do Ipem, Paulo Lopes, disse que existe uma parte mecânica do taxímetro acoplada à roda do veículo. “O giro da roda gera pulso eletrônico e, dessa forma, faz-se a leitura dos valores, de acordo com o que se rodou. Quando há fraude, altera-se por interferência de radiofrequência a leitura desses giros e valores. Os casos verificados são poucos, mas indicadores de que há o problema e a necessidade de cuidados”, disse.

Segundo o diretor, houve casos de detecção de fraudes onde o acionamento era feito pelo botão de volume do rádio ou do acionador de limpador de parabrisa. “Sempre que pegar um táxi, procure saber se ele é legalizado. O taxista tem de ter à mostra a licença de funcionamento expedida pela Prefeitura. O taxímetro tem a data de validade. Nesse ano, deve ostentar a inscrição do ano 2013. Na parte superior do taxímetro há um lacre amarelo, que serve para vedar o acesso à regulagem do dispositivo. Se estiver violado, pode haver fraude”, disse o diretor. “Se o valor de uma corrida conhecida for muito acima do normal, denuncie. Anote dados do táxi e informe o Ipem e a Prefeitura”, orienta.

Prefeitura recolheu 486 táxis clandestinos das ruas em 2011

O serviço de táxi é regulado pelo DTP (Departamento de Transportes Públicos), órgão da Secretaria Municipal dos Transportes, responsável pela fiscalização desse transporte. O DTP observa a postura dos taxistas, as condições dos veículos e o cumprimento das normas estabelecidas pela legislação vigente. Em 2011, a Prefeitura fez 97.734 fiscalizações de táxis e apreendeu 486 unidades dessa modalidade de veículos que realizava serviços clandestinamente, de acordo com a Prefeitura.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, a fiscalização dos táxis que operam no município é uma atividade que ocorre em todas as regiões da cidade. “Estas blitze são rotineiras e abrangem documentação dos condutores, procedimentos e condutas dos permissionários. Quanto aos veículos, verificamos a parte documental e de segurança”, explicou a pasta, em nota.

Segundo a secretaria, o táxi flagrado em blitz realizada na Zona Leste com suspeita de fraude no taxímetro foi apreendido e o Ipem acionado para verificação e emissão de laudo, dizendo se a fraude foi constatada ou não. Enquanto isso não ocorre, o veículo permanece no pátio e o taxista fica impedido de trabalhar. Assim que o laudo for emitido, em caso de haver fraude, é aberto um processo pelo Ipem e outro processo administrativo pelo DTP, que pode resultar até na cassação do alvará. Para denunciar suspeitas de fraude, é necessário ter em mãos as placas do veículo e informar a qual cooperativa o veículo pertence.

97.734 táxis foram fiscalizados em 2011 pela Prefeitura

Multa chega a R$ 1,5 milhão

Em casos de detecção de fraude pelo Ipem, o taxímetro é apreendido e inutilizado e o proprietário recebe multa que varia de R$ 100 a R$ 1,5 milhão. O Departamento de Transportes Públicos é informado.

Para reclamar ao Ipem: 0800-0130522

Denúncias à Prefeitura: 2692-3302

Fonte: Diário de São Paulo

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6.1.12

Pesquisas apontam que brasileiros são os mais preocupados do mundo com segurança

De acordo com dados do Instituto Ibope Nielsen Online, o número de brasileiros com acesso a internet no Brasil atingiu 73,9 milhões no quarto trimestre de 2010. A pesquisa considera todo o tipo de acesso, seja ele feito em casa, no trabalho, lan houses ou em qualquer outro local. Mas será que mesmo navegando tantas horas na internet, o brasileiro se sente seguro no ambiente virtual?

Pelo visto parece que não. Uma pesquisa recente, realizada pela Unisys, empresa mundial de tecnologia da informação, aponta os brasileiros, como sendo os mais preocupados do mundo com segurança. Os dados mostram que os brasileiros estão mais preocupados com a segurança nacional do que os consumidores dos outros 10 países pesquisados no Índice de Segurança Unisys, e além disso, apresentaram o segundo índice de maior preocupação em relação à segurança pessoal e financeira.

Em uma escala que vai de 1 a 300, representando o mais baixo e o mais alto nível de preocupação respectivamente, os brasileiros indicam um índice de preocupação de 185, considerado bem alto. O índice de segurança Unisys é um indicador que mostra o nível de preocupação das pessoas em relação a quatro áreas: segurança nacional, segurança financeira, segurança na Internet e segurança pessoal.

O mais intrigante é que apesar de toda esta preocupação, os brasileiros não estão muito interessados em proteger seus dados pessoais, especialmente quando utilizam dispositivos móveis, como celulares, e notebooks.

Segundo a pesquisa, apenas 39% dos usuários de internet brasileiros disseram que trocam suas senhas regularmente, e menos da metade, cerca de 45%, afirmou usar senhas inteligentes em seus computadores.

Já em relação a segurança de cartões de crédito e débito, a postura é diferente. De acordo com o índice de segurança Unisys, esta é a maior preocupação dos brasileiros, assim como, o roubo de identidade e a segurança nacional.

Para André Vilela, diretor de soluções de tecnologia, consultoria e soluções da Unisys Brasil, os resultados da pesquisa mostram que o brasileiro já reconhece ameaças que antes não existiam. “Uma possível explicação para esta percepção pode ser o fato de que o país se prepara para sediar eventos internacionais, como as Olimpíadas, e todos nós precisaremos lidar de maneira proativa com estas ameaças por meio de educação, conscientização e tecnologia”, afirma.

A pesquisa mostrou ainda que as preocupações com a segurança na internet aumentaram 13 pontos. Esta foi a área de segurança que registrou o maior aumento desde a última edição do Índice de Segurança Unisys no Brasil. Um exemplo disso é o fato de que 60% dos brasileiros se disseram seriamente preocupados em relação à segurança de seus computadores, principalmente no que concerne a ameaças de vírus ou spam.

Boa parte dos entrevistados para a pesquisa disseram estar tomando algumas medidas para se protegerem na Internet. Cerca de 79% dos usuários de mídias sociais, afirmaram restringir as informações pessoais que publicam nos sites de comunidades virtuais e, inclusive, afirmaram configurar suas contas e perfis de maneira a limitar o acesso a suas informações.

De acordo com André Vilela, apenas precaver-se já não é o suficiente nos dias de hoje. “O mundo moderno exige que não se olhe a questão da segurança de um ponto de vista segmentado. Por isso, é parte da nossa estratégia de segurança da Unisys ir além dos bits e bytes da tecnologia e trabalhar em parceria com nossos clientes e sociedade de um modo geral. Só com uma abordagem unificada em segurança, que proteja pessoas, bens, tecnologias e lugares, alcançaremos este objetivo"

O “Índice de Segurança Unisys” para o Brasil foi feito com base em uma pesquisa, por telefone, com 1.500 pessoas, entre 18 e 65 anos de idade (metade homens, metade mulheres). As entrevistas foram realizadas na Grande São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre e Salvador.

Fonte: Revista Segurança & CIA

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2.1.12

Garantir segurança da casa no fim de ano inclui redes sociais

Por Ricardo Santos

Não basta apenas trancar a porta e fechar a janela. Quem aproveita o verão para viajar e deixa a casa sozinha por alguns dias tem que tomar mais algumas medidas de segurança se não quiser ter uma desagradável surpresa na volta, alerta o capitão Sérgio Marques, porta-voz da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Com as férias, os bandidos sabem que muitas residências ficam sem habitantes e aproveitam o momento de festas para atacar.

"O marginal procura os caminhos mais fáceis para agir, nesse caso, furtar uma casa vazia", diz Marques. Por isso, o primeiro passo é não deixar a casa com aparência de abandonada. A velha tática de deixar uma luz ligada o tempo todo pode ter efeito contrário, avisa o capitão; se o bandido vir a lâmpada acesa de dia, vai saber que a casa está vazia. Se não tiver um timer que a programe para acender e apagar à noite, é melhor desligar. Para evitar sinais de ausência, é importante também suspender ou transferir a entrega de jornais, além de pedir a um vizinho ou parente para recolher a correspondência ou varrer a frente da casa de vez em quando.

"A boa relação com os vizinhos é um princípio da polícia comunitária", diz Marques. "Nada de deixar a chave debaixo do tapete ou no vaso de plantas; entregue nas mãos de alguém de confiança", recomenda. Se não deixar a chave, afirma o capitão, é aconselhável passar ao menos um telefone de contato em caso de emergência.

Além de desligar a chave geral de energia, o registro de água e de gás, Marques lembra que o cidadão deve ter cuidado com as mídias sociais. "A pessoa escreve lá no Facebook: 'vou viajar para Ubatuba por 15 dias com toda a família', e há alguns dias pôs o endereço de casa convidando todo mundo pra uma festa. É pedir pra ser assaltada, né?"

Medidas de segurança

Comportamentos preventivos são apenas um recurso, diz o diretor de operações no RS e PR da empresa de segurança Rudder, coronel Murilo Batista França. Para ele, a pessoa deve fazer uma "corrente de proteção", aliando o cuidado com outros métodos e equipamentos que protejam sua casa.

"A corrente de proteção será tão forte quanto seu elo mais fraco. O bandido procura oportunidades de ação, e devemos tomar cuidado para não dar isso a ele", diz França. Câmeras de segurança, exemplifica, funcionam algumas vezes, mas o bandido profissional não se preocupa muito com a gravação, principalmente se tem passagem pela polícia.

Um cachorro em frente de casa ajuda, afirma o coronel. "Adestrado para a proteção, o cão é melhor do que nós. Mesmo dormindo, ele está alerta. Claro que deve haver uma cerca, água e comida." Alarmes podem ser úteis para espantar alguns invasores que, segundo França, são como felinos: "quando o gato tem dúvida, ele foge, ele não enfrenta". No entanto, alerta, outros criminosos, mesmo que o alarme dispare, podem voltar mais tarde.

Outra opção é contratar um vigia particular, mas antes de tudo é necessário checar se a empresa é cadastrada na Polícia Federal, afirma o capitão Sérgio Marques. "Se não for, nem pensar! Pode ser o 'olheiro' de alguma quadrilha." Em sua opinião, a presença física de um vigilante pode inibir, mas um sistema de monitoramento também é eficiente.

Reforçar a tranca das janelas e portas com um pedaço de madeira, diz Marques, ou uma grade interna são bons complementos. "Janelas de vidro e vidraças também devem ser cobertas com cortina ou panos para ninguém ver o interior da casa vazio." E se for colocar um cadeado ou tranca na parte externa da casa, acrescenta ele, tentar ser discreto e fechar por dentro.

Segurança na praia

O grande número turistas no litoral, a descontração das festas de fim de ano e o calor do verão que convida a deixar as janelas abertas são grandes chances para "vigaristas", diz o porta-voz da Polícia Militar. Por causa disso, todo verão a PM desloca 1,6 mil homens para o litoral na esperança de reduzir os índices de criminalidade. Mas além da ação policial, diz o capitão Sérgio Marques, o comportamento dos praieiros pode reduzir as chances ou pelo menos os prejuízos de furtos e roubos.

"Quando a pessoa for na praia, é interessante levar apenas o básico: camiseta, um pequeno valor em dinheiro, um documento, não muito mais. A gente observa gente com cordão de ouro, joias, notebook... Não há necessidade." Outra dica do oficial é não guardar grandes valores em espécie consigo ou na residência. "Saque o dinheiro em um banco, não fique levando grandes quantias. E use cartão, porque se ele for subtraído, é possível cancelar", alerta.

Quem aluga um imóvel na praia deve verificar antes como é a região, se é tranquila, se é isolada demais, e tomar cuidado ao deixar janelas ou portas abertas, diz o capitão. Para aqueles que gostam de fazer caminhadas ou corridas, ele recomenda evitar matas fechadas, lugares remotos ou muito escuros. "Cuidado também ao correr à noite, e principalmente com fone de ouvido, porque o bandido sabe que a pessoa está distraída", afirma.

Ao entrar em casa à noite, "sempre verificar a presença de pessoas estranhas", recomenda Marques. "E tenha a chave de casa à mão, não deixe para procurar quando estiver na porta. São alguns segundos que podem fazer diferença."

Se tudo isso não for suficiente e a pessoa ainda sofrer um assalto, jamais reagir, afirma o capitão. "Não olhe direto nos olhos do bandido, ele pode se sentir ameaçado. E registre um boletim de ocorrência, porque é neles que se baseia o policiamento ostensivo", diz.

Fonte: Portal Terra

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23.12.11

Boas Festas!!!

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22.12.11

Férias : segurança na viagem

Por Siderley Andrade de Lima*

Nesta época muitas pessoas aproveitam para tirar férias, planejam viajar para o litoral, viagens para o exterior, etc, enfim independente do destino da viagem, ficam algumas preocupações para aqueles que irão viajar de carro. Antes de cair na estrada/rodovias, alguns cuidados devemos seguir para que o percurso seja tranqüilo e seguro.

Não podemos esquecer que, a abordagem de criminosos também ocorre nas estradas de todo o país, os assaltos têm como alvo principal os caminhões de cargas, este tipo de roubo em sua grande maioria é realizado por quadrilhas especializadas. Os outros crimes são realizados por bandidos comuns. É uma minoria que escolhem os carros de passeio.

Uma pequena porcentagem dos crimes realizados nas rodovias é contra motorista em carro de passeio, um dos meios utilizados pelos marginais para forçar a parada do carro é, colocando pedras, pedaços de madeira ou algum tipo de objeto que venha danificar problemas no carro, ou furar os pneus, ou ainda, de uma passarela ou viaduto, jogam algum objeto no pára-brisa, vindo a danificar. Quando o condutor desce do carro, é abordado por bandidos que esperavam logo à frente.

Além de fazer uma revisão no automóvel, seja em uma viagem longa ou curta, veja a conduta referente a segurança preventiva durante a viagem:

- Se possível prefira viajar durante o dia. A claridade do dia favorece maior atenção;

- Leve consigo mapa, guias rodoviários, para que não precise parar para pedir informações;

- Planeje seu roteiro e o tempo da viagem. Escolha antecipadamente os locais de parada para abastecimento, alimentação, uso de banheiro e se necessário descanso;

- Prefira trajetos conhecidos, não tente inventar caminhos ou pegar atalhos, você pode acabar se perdendo;

- Procure se possível viajar acompanhado, é mais seguro;

- Leve seu celular com a bateria carregada e tenha os telefones de como, por exemplo, policia rodoviária estadual ou federal, dependendo da rodovia, o telefone da concessionária que administra a rodovias;

- Se for parar para pedir informações, o melhor é parar em postos policiais ou em pedágios;

- Não dê caronas a estranhos;

- Se o pneu furar, ou se o carro for danificado ao passar por cima de objetos, siga em frente em baixa velocidade até encontrar um local seguro para trocar o pneu , ou consertar o problema, observe atento antes descer do carro, para não ser surpreendido por criminosos;

- Procure viajar sempre com tanque de combustível cheio,e reabastecer sempre que possível;

- Durante o percurso, memorize pontos seguros no caminho, como por exemplo, pontos, policiais, praças de pedágios, postos de gasolina, postos de apoio das concessionárias, postos de serviços; caso aconteça algum problema você vai saber onde parar.

*Siderley A. de Lima, Consultor de segurança patrimonial e articulista do DicaSeg.

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Fique de olho!

Desconfie de estranhos que circulam por sua rua: eles podem se passar por vendedores, ambulantes, catadores de lixo e funcionários de órgãos públicos com o objetivo de monitorar sua residência e de vizinhos. Se houver suspeita, acione a Polícia Militar através do 190. Previna-se, não seja mais uma vítima.

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